Antes de entrar no assunto principal, não será menos relevante abordar os porquê da necessidade de uma edição de autor.
A "partilha" de música na Internet levou muitas editoras à falência. Logo aí o investimento numa banda tornou-se inviável mesmo para uma editora sobrevivente.
O artista tem hoje de assegurar o pagamento das sessões de gravação, pagar a masterização, pagar um designer, pagar licenças e vender o disco como puder.
Como se não bastasse, as autarquias deixaram de poder contratar serviços musicais como antes, o que atirou os músicos para bares onde apenas que recebe em função do número de pessoas que assistem ao concerto.
Ainda há muitas bandas que vivem iludidas na demanda do milagroso contrato com uma editora. Poder-se-ia colocar muitos exemplos que podem ilustrar que tal é um erro, no entanto, não concretizando, sabe-se que artistas da "linha da frente" abdicaram dos direitos de autor, alguns pagaram à editora para colocarem o selo no disco e outros até assinaram contratos suicidas em que têm de pagar também parte dos lucros auferidos nos concertos.
Infelizmente, por defeito, a edição de autor é a solução mais justa para o artista. É difícil tentar vislumbrar o futuro da industria da música, mas poderá passar pela extinção progressiva do formato físico do disco. Nesse caso, as coisas são relativamente simples para já: o artista inscreve-se numa editora online e vende a sua música, poupando inúmeros custos de produção e licenças.
Caberá sempre ao músico ou banda optar por ter um formato físico ou até oferecer a sua música. Recorde-se que mesmo na era de ouro, os músicos recebiam uma percentagem ridícula por cada exemplar vendido.
A vantagem de uma edição paga pelo autor será de este conseguir algum lucro com a vendas dos discos. Mas nunca pagará os custos da gravação, masterização, designer, etc...
A edição de autor é apenas uma forma de poder ter uma edição física do disco devidamente legalizada com os custos e lucros suportados pelo próprio.
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